Gripe A na Argentina: perguntas e respostas
A Prefeitura de Buenos Aires publicou na internet um guia com informações sobre o avanço da gripe A no município.
Selecionei algumas questões do documento, que pode ser visto aqui, e acrescentei algumas respostas sobre dúvidas comuns sobre a doença na Argentina. Uma contribuição à precaução informada, melhor antídoto ao medo desinformado.
1) O que está acontecendo?
Entrou no país o vírus H1N1, conhecido como gripe A ou gripe suína, que pode gerar transtornos graves de saúde, e ninguém está isento de contraí-lo.
2) Por que isso acontece na Argentina?
O vírus se propagou pelo mundo e hoje está presente em 119 países. Diferentemente do México, na Argentina o vírus entrou no começo do inverno, o que facilita sua propagação.
3) Qual é a situação na cidade de Buenos Aires?
A cidade de Buenos Aires e a Grande Buenos Aires são consideradas atualmente zonas de alta transmissibilidade. Pessoas que padecem de quadros gripais (febre de 38 graus ou mais, dor de garganta, tosse, dor de cabeça, prostração e outros) são consideradas casos suspeitos de gripe A, e não precisam de resultados de laboratórios para adotar medidas de precaução.
4) Os hospitais estão preparados para oferecer a atenção necessária?
Sim, todos os hospitais e centros de saúde estão a serviço da emergência sanitária.
5) A cidade conta com um número telefônico para consultas sobre a gripe A?
Sim, conta com a linha 147.
6) É arriscado ir a restaurantes ou assistir a espetáculos em cinemas e teatros?
Nessa etapa da epidemia, se decidir ir a esses lugares, é aconselhável respeitar uma distância de aproximadamente dois metros entre as pessoas. Em Buenos Aires (capital), não há fechamento obrigatório de locais públicos, mas suspensão voluntária e temporária de espetáculos teatrais e eventos esportivos e culturais.
7) É arriscado andar de metrô, trem ou ônibus?
Nessa etapa da epidemia, tomando as medidas de prevenção e higiene pessoal, não é arriscado andar de metrô, trem ou ônibus. É importante lavar as mãos ao sair dos meios de transporte e não levá-las ao rosto. Pessoas com a gripe A devem evitar usar esses meios de transporte.
8) Por que no México se suspenderam todas as atividades e na Argentina não?
Quando a gripe A começou a se expandir no México foi declarada epidemia. O país tomou a decisão de suspender todas as atividades porque se desconhecia o vírus, sua forma de contágio e não havia definição sobre o tratamento. Na Argentina a gripe A chegou quando já havia sido declarada pandemia, o conhecimento sobre o vírus e sua forma de prevenção eram maiores e o tratamento já estava definido. Por isso, as medidas adotadas hoje são necesárias para o nível de evolução da enfermidade.
9) Quantos casos há na Argentina?
Segundo o informe mais recente do Ministério da Saúde, de 5 de julho, havia 2.485 casos confirmados em laboratório no país, com 60 mortes. A região de Buenos Aires _capital e Província_ reúne 75% dos casos no país. O governo federal, contudo, estima que haja 100 mil casos no país _que incluem pessoas que melhoram sem ter procurado o sistema de saúde e suspeitas ainda em estudo. Com o avanço da epidemia, só casos graves são submetidos a teste de laboratório.
10) A gripe na Argentina mata mais do que em outros países?
Não, segundo o governo e infectologistas do país. A taxa de mortalidade deve ser calculada em relação ao total de casos, e não em relação aos casos confirmados. Segundo o governo federal, cerca de 4.000 pessoas morrem na Argentina por ano em decorrência da gripe comum.
Escrito por Thiago Guimarães às 01h24

