Taringa: mocinho ou vilão?
O Taringa! é um fenômeno da internet "hecho en la Argentina". Com pouco mais de dois anos desde sua última reformulação, é hoje o oitavo site mais visitado do país, tráfego superior ao da versão web do maior jornal local, o “Clarín”.
E não é fenômeno só na Argentina. Segundo o Alexa, é o 11º mais visitado no Uruguai, Bolívia e Panamá, 13º no Chile, Costa Rica e El Salvador, e assim vai pela América Latina espanhola. Ocupa ainda um honroso 1.442º lugar entre a infinidade de sites visitados desde os EUA. Já é também bem popular no Brasil _tem até versão em português.

Taringa: facilitando o download de conteúdos na net
Trata-se de um grande depósito de links criados por usuários (cerca de 1,6 milhão cadastrados) dispostos a compartilhar filmes, música, livros, software e tudo mais que se possa encontrar na internet sem pagar, ao ritmo de 5.000 novos posts por dia.
Daí o aspecto controvertido do site, já que a maior parte dos conteúdos é disponibilizado sem autorização dos respectivos autores. Ocorre que os usuários usam ferramentas externas, como o Rapidshare, para publicar links que remetem a blogs particulares.
Os donos do site _os irmãos Botbol (Matias e Hernán) e Alberto Nakayama_ lavam as mãos. Dizem não haver delito porque desconhecem o conteúdo dos blogs "linkados" no Taringa. Afirmam nunca terem sido processados, e que procuram sempre orientar quem se sente lesado em como agir para retirar o conteúdo da rede.
O Taringa é gratuito e funciona com uma espécie de escala social, pela qual os usuários trocam pontos _quanto melhor o post, mais pontos leva. Os “taringueiros” são divididos em “classes sociais” definidas por níveis de pontuação.
Inteligência coletiva ou apologia da pirataria? Discussões à parte, a julgar pela popularidade da iniciativa, é mais uma daquelas locomotivas irreversíveis da internet, dessa vez partindo de trilhas portenhas.
Escrito por Thiago Guimarães às 01h26

